ENSINANDO NUM CRUZEIRO
continuando - Parte XV

Definindo uma posição utilizando o sextante foi muito emocionante, a tripulação estava muuuuito interessada.

Estávamos no Rumo da ilha de Alcatrazes e tudo estava deslizando bem , o vento estava aumentando mas nada de assustador.
Desci a escada para tomar algo quente, o Gerard estava lendo um livro sobre mau tempo e me perguntou a que distância estávamos da Ilha de Alcatrazes.

Como tinha tirado a posição com o sextante, abri a carta náutica e verifiquei de estávamos mais ou menos á 4,5 milhas da Ilha.
Logicamente ele duvidou, dizendo que não acreditava muito no sextante, bom se é assim vamos utilizar o radar para confirmar ou não a nossa posição.

O radar é um dos mais importantes aparelhos eletrônicos para se navegar em condições adversas.
Ainda mais se for de ultima geração

 


JMA-1500- LCD-COLOR

Radar 500 - LCD

Antena RADOME


Comecei a chamar a tripulação para dar as noções fundamentais do funcionamento do radar.

O primeiro a se interessar foi o menino Bege, pois ele achou queera parecido com seu vídeo-game. De certa forma operar um radar é um jogo na qual perder é irreversível.

Depois de muito insistir consegui que o Gerard prestasse atenção.

Estavam no comando do veleiro o Nenê e a Beni, e comentei com o Gerard que com o radar poderíamos monitorar a navegação de que os dois estariam fazendo sem sair da cabine.

Comecei a explicação:
Primeiro vamos apresentar as partes do Radar, que se resumem em :

Um sistema RADAR básico é constituído por 6 componentes principais, cujas funções podem ser resumidamente definidas como se segue:

FONTE (unidade de força): fornece todas as voltagens AC e DC necessárias para a operação dos componentes do sistema.

MODULADOR: dispara o TRASMISSOR e, simultaneamente, envia pulsos de sincronização para o INDICADOR e outros componentes. Circuitos de tempo (que podem estar, ou não, localizados no MODULADOR) estabelecem a freqüência de repetição de impulsos (FRI) na qual o MODULADOR gera seus pulsos de disparo e de sincronização, ou seja, o número de pulsos transmitidos por segundo.

TRANSMISSOR: gera energia em radiofreqüência (RF), sob a forma de pulsos curtos de alta potência. A chave T/R (DUPLEXER) controla os ciclos de transmissão de pulsos e de recepção de ecos (quando a transmissão é bloqueada).

SISTEMA DE ANTENA: recebe os pulsos de energia RF do TRANSMISSOR e os irradia em um feixe altamente direcional. Ademais, recebe os ecos refletidos, transmitindo-os para o RECEPTOR.

RECEPTOR: amplifica os ecos refletidos pelos alvos, reproduzindo-os como pulsos de vídeo, e os transmite para o INDICADOR.

INDICADOR: produz uma indicação visual dos pulsos dos ecos, em uma maneira que forneça as informações desejadas dos alvos detectados
.

Resumindo o processo:

A antena emite pulsos de onda radio ( um tipo de onda de luz), ela bate no alvo , cria um eco e volta para a antena, que por meio de cabos leva para a tela do radar criando um brilho localizado, que representa o objeto ou alvo detectado.

Esse processo é tão rápido que é até difícil imaginar.
Esse pulso se propaga com a velocidade da luz , imagine á 300.000 km por segundo.


O menino Bege me olhou com uma cara de que não estava acreditando, mas o tempo o iria convence-lo.

Fui até a mesa de navegação e acionei o botão para liga-lo.
Todo Radar necessita de um tempo para aquecer a válvula que produz a freqüência do pulso modulado, quando aquecida aparece na tela a sigla ST-BY que significa pronto para uso.


Depois de aquecido ele está pronto para operar. Mais um botão e ele começa a operar


O desenho mostra exatamente como o alvo aparece na tela.
A linha fixa na tela do radar significa a direção que a embarcação está se dirigindo e é chamada de linha de fé , como na bússola.

No nosso radar, a Ilha de Alcatrazes já estava na tela, como o alcance estava na casa das 6 milhas e cada anel marca uma distância de 1 milha entre eles, podíamos verificar que estávamos a mais ou menos 4,0 milhas da Ilha .como tinha determinado.

Não esqueçam que desde o ponto marcado pelo sextante já tínhamos navegado algum tempo.
















A sigla RGN ao lado significa alcance 6.0 milhas e o numero abaixo é a distância entre os anéis de 1 milha.

Olhando para a tela perguntei ao Gerard se havia alguma coisa errada.

Ele ficou pensando, pôs a cabeça para fora da cabine para olhar onde estava a Ilha de Alcatrazes e gritou “ Estamos indo em direção a Ilha , e o radar está marcando a ilha um pouca a Boreste”.
Fui olhar também e realmente o radar estava certo, estavamos na direção um pouco fora da proa.

Endireitamos o rumo, pois o vento dava essa chance e a Ilhaficou aparecendo na tela exatamente na proa,

Com a Ilha Na proa, utilizei a Tecla VRM , que cria um anel que se move e determina a distância precisa, estávamos à,3,85 milhas da Ilha (aparece na parte superior direita da tela radar)

De repente o menino Bege gritou ( Obs. eles se comunicavam com gritos)
o radar está se queimando, olha uma mancha aparecendo na tela, realmente existia um grande eco vindo em nossa direção!!!!!

O que seria aquela coisa vindo em nossa direção?
Um grande Navio, uma onda gigante uma extra terreste.
Senti um ar de pânico no ambiente......

.... Veja o que aconteceu na próxima coluna..................até lá